O Grupo 1 Edição Digital Grupo 1 Mobile Fale Conosco
Receba nossas notícias

18/11/2017

Rivellino

Publicado em 25/09/2015

por Silvia Vinhas

​Ele foi um dos maiores jogadores de todos os tempos, reverenciado por Maradona, Pelé e Beckenbauer. Rivellino, o maior camisa 10 que o Corinthians e o Fluminense já assistiram jogar, fundamental na conquista do Tri em 70, teve sua trajetória registrada e resgatada pelo jornalista Maurício Noriega.

E foi justamente o lançamento deste livro que nos reuniu. Ter o Riva como amigo há mais de 30 anos é um privilégio que cultivo com muito carinho. Dizem que amigos, mesmo distantes, quando se encontram começam de onde pararam. E com ele não foi diferente. Falamos um pouco de tudo, mas confesso que me surpreendi com uma revelação única: ele declarou que trocaria o título conquistado em 1970, quando o Brasil sagrou-se tri campeão, vencendo a Itália por 4 a 1, pelo título perdido para o Palmeiras em 1974, pelo Campeonato Paulista.

Perder para o arquirrival Palmeiras em pleno Morumbi, lotado de corintianos, foi um dos momentos mais tristes e mais marcantes de sua carreira e, pasmem, de sua vida. Até hoje ele lembra disso com lágrimas nos olhos.

E mais. Instigados na época pelo jornalista J. Hawilla, os torcedores, em 90 minutos, crucificaram o jogador. Sem clima pra continuar no Parque São Jorge, e decepcionado pela traição corintiana, Rivellino foi para o Fluminense, com o coração despedaçado. Essa cicatriz foi amainada com a homenagem recente feita pelo Parque São Jorge. O Reizinho do Parque chorou de emoção ao ver a reprodução de seu rosto.


Falou também do futebol de hoje, da falta de amor à camisa. Antigamente, o suor e o amor ao time bastavam para grandes resultados. Hoje, com tanto dinheiro e tanta tecnologia, o nível técnico dos jogadores é infelizmente o pior possível.

Sobre o 7 a 1 sofrido pelo Brasil contra a Alemanha na Copa do Mundo realizada no país, Rivellino foi categórico: na memória afetiva do brasileiro, esse resultado conseguiu apagar a tragédia de 50, a derrota para o Uruguai na final.

O futebol brasileiro está sangrando, na UTI das vaidades, na vergonha da corrupção. Mas temos o principal: a garra e a vontade de vencer.

FECHAR



Gastronomia

Colunistas

Tecnologia